quarta-feira, 9 de setembro de 2009


Silvino Piruá de Lima nasceu em 1848 no município de Patos (PB), e morreu em Bezerros (1913, vítima de varíola). Foi um dos primeiros poetas populares da tradição do Cordel nordestino . Tocava viola muito bem e era um grande improvisador. Em 1898, emigrou para o Recife, onde fixou residência.
Discípulo amado de Francisco Romano Caluete, percorreu com ele vários Estados como o Pará, Amazonas e Maranhão, e recriou o célebre desafio ocorrido em Patos entre seu mestre e Ignácio da Catingueira, que teria durado oito dias!
Francisco das Chagas Batista, em Cantadores e poetas populares, atribui a Silvino Pirauá qualidades raras: a de ser exímio violeiro e grande repentista.

Curiosidades:


  • Algumas estrofes de um cordel de autoria de Antônio Américo Medeiros que conta um pouco da história da literatura de cordel. Seu título: Os Mestres da Literatura de Cordel.
    Nosso cordel começou com Silvino Pirauá e Leandro Gomes de Barros
    Como na História está de Vitória pro Recife começou tudo por lá.

Texto de autoria de Luisa Fernanda Linhares 16

José Costa Leite


José Costa Leite nasceu em 27 de julho de 1927, em Sapé (Paraíba). Diz que nunca freqüentou a escola, tendo aprendido a ler soletrando folhetos de cordel.
Em 1938, muda-se com a família para Pernambuco, fixando residência em Condado, cidade onde mora até hoje. Ainda criança, trabalha nas plantações de cana-de-açúcar e faz seus primeiros versos imitando o cordel.
Em 1947, começa a vender folhetos nas feiras do interior e, em 1949, publica seus primeiros títulos: Eduardo e Alzira e Discussão de José Costa com Manuel Vicente. Logo em seguida, improvisa-se xilógrafo, gravando na madeira a imagem que ilustra seu terceiro título, O rapaz que virou bode. Torna-se, assim, um profissional polivalente, exercendo todas as atividades ligadas à literatura popular: é poeta, editor, ilustrador e continua a vender folhetos, de feira em feira.

Francisco Maringelli


Nasceu em São Paulo, SP em 1959.É gravador, xilógrafo e professor, frequentou curso livre do ateliê de pintura, gravura do Museu Lasar Segall entre 1980 e 1981.
Formou-se pela USP (Escola de Comunicação e Artes) em 1984 e USP (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo) em1989. A partir de então passou a ministrar várias oficinas e cursos em instituições como Museu de Gravura de Curitiba, Oficina Cultural Oswald de Andrade em São Paulo, Fundação cultural Cassiano Ricardo, Centro universitário Maria Antonia? USP e em 1994 recebe a importante BOLSA VITAE para desenvolvimento do Projeto Grandes Formatos na Gravura em Relevo.
Segundo Leon Kossovitch e Mayra Laudanna (Itaú Cultural) " Para Farncisco J. Maringelli, a Cidade é o espaço que suas exposições preferem: as madeiras e os sintéticos vão recebendo papel que, impresso, também se expõe em interiores.
Exterior ou interior a exposição lida com gravuras de muitas dimensões. No exterior, distribuem-se volantes gravados que divulgam por escrito, mas também combinando textos e figuras, o que acontece na Cidade."Para L.A. Bagolin (www.maringelli.com.br), o artista preocupa-se com o estudo de representações visuais pessoais que servirão como início de criação de metáforas da condição humana e assim para a reflexão a respeito de seus significados.para isto, Maringelli inspira-se em obras importantes de artistas dos séculos XVII e XVIII, utilizando-se da técnica de "Natureza-morta".
Texto de autoria de Bruna Galfi 5.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

O Encontro!!!

Era uma vez uma alienígina que gostaria de conhecer vários personagens do mundo. Então um dia, ela pegou sua nave espacial e para a Terra foi para realizar seu desejo...




Tatá, a alienígena pousou no polo norte e encontrou o boneco de neve, eles se conheceram e foram para o sítio do Pica-Pau Amarelo conhecer a Emília... Ela comentou como era o local onde ela vivia e sugeriu ir para a terra da Páscoa.




Na terra da Páscoa eles conheceram o famoso coelho da Páscoa, ele mostrou como se faziam os ovos e como trabalhava duro. Para conhecer outros personagens eles foram para a Disney o lugar mais legal para se conhecer amigos.




Na Disney conheceram Leitão e Marie, que disseram como eram suas vidas como astros! Os personagens e a Tatá se tornaram muito amigos e foi assim que a jornada deles terminou, ou melhor, só começou...


Texto de autoria da Representantes do Blog

Oswaldo Goeldi


Nasceu no Rio, porém, até os seis anos de idade viveu em Belém, acompanhando o pai que dirigia o Museu Paraense Emílio Goeldi. Dos seis aos 24 anos viveu na Suíça. No período da Primeira Guerra Mundial abandonou o curso da Escola Politécnica para se matricular, em 1917, no Liceu de Artes e Ofícios, em Genebra.
No mesmo ano realizou sua primeira exposição individual em Berna, época em que conheceu a obra do austríaco Alfred Kubin, que se tornou seu mentor artístico. Em 1919 retornou ao Rio de Janeiro e realizou outra exposição, na qual conheceu Álvaro Moreyra, Manuel Bandeira, Aníbal Machado, Ronald de Carvalho e Di Cavalcanti.
A partir dessa época tornou-se ilustrador de revistas. A partir de 1923 dedicou-se intensamente à xilogravura e fez ilustrações para revistas, livros e periódicos. Consolidado como ilustrador, expôs na 25ª Bienal de Veneza, em 1950, e ganhou o Prêmio de Gravura da 1ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1951. Sua carreira como professor começou em 1952 e, após três anos passou a ensinar xilogravura na Escola Nacional de Belas Artes. Em 1956 foi realizada sua primeira retrospectiva, no MAM-SP. A obra de Goeldi já participou de mais de uma centena de exposições póstumas no Brasil, Argentina, França, Portugal, Suíça e Espanha.

Texto de autoria de Natalie Sampaio número 21.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Literatura do Cordel






O folheto brasileiro poderia ou não estar exposto em barbantes. São escritos em forma rimada e alguns poemas são ilustrados com xilogravuras, o mesmo estilo de gravura usado nas capas. As estrofes mais comuns são as de dez, oito ou seis versos. Os autores, ou cordelistas, recitam esses versos de forma melodiosa e cadenciada, acompanhados de viola, como também fazem leituras ou declamações muito empolgadas e animadas para conquistar os possíveis compradores.


  • As suas gravuras, chamadas xilogravuras, representam um importante espólio do imaginário popular;

  • Pelo fato de funcionar como divulgadora da arte do cotidiano, das tradições populares e dos autores locais (lembre-se a vitalidade deste gênero ainda no nordeste do Brasil), a literatura de cordel é de inestimável importância na manutenção das identidades locais e das tradições literárias regionais, contribuindo para a perpetuação do folclore nacional;

  • Pelo fato de poderem ser lidas em sessões públicas e de atingirem um número elevado de exemplares distribuídos, ajudam na disseminação de hábitos de leitura e lutam contra o analfabetismo;

  • A tipologia de assuntos que cobrem, crítica social e política e textos de opinião, elevam a literatura de cordel ao estandarte de obras de teor didático e educativo.

Texto de autoria de Beatriz Nascimento número 3

terça-feira, 4 de agosto de 2009

O que é Xilogravura?





A Xilogravura, como o nome diz, é um tipo de gravura no qual a matriz é a madeira.
A técnica da xilogravura era conhecida pelos egípcios, indianos e persas utilizada para estampar tecidos, nas foi melhorada pelos chineses e japaneses no século VIII, e era usada como um carimbo, mas só chegou a Europa na Idade Média.
Juliana Gularte foi quem teve a ideia de usar uma madeira mais dura e um buril para fazer a xilogravura. Hoje em dia a xilogravura é considerada uma técnica atual.
Para fazer a xilogravura é necessário que se grave na madeira, com um instrumento cortante, o que será imprimido futuramente. Com a ajuda de um rolo de borracha com muita tinta, toque nas partes mais elevadas da matriz. Imprima sua gravura em alto relevo (como se fosse um carimbo) para forma a figura, seque-a, isso é um resumo da técnica de xilogravura.
A xilogravura chegou ao Brasil com a família real portuguesa, as primeiras oficinas chegaram em 1808.
Na Xilogravura Brasileira existe muito dos traços medievais portugueses e dessas forma surgiu a Literatura do Cordel. Quase todos os xilogravadores brasileiros realizam essa arte.

Texto de autoria de Bruna Martines número 7.